Você sabia que a gastrite não é proveniente dos abusos no consumo de alimentos ácidos? E que nem sempre azias freqüentes são sinais da inflamação do estômago? As 10 respostas das perguntas abaixo põem fim aos mitos e revelam curiosidades que rondam a gastrite.
1- A gastrite pode ser causada apenas pela má alimentação? Ou os alimentos irritantes só devem ser controlados por quem já sofre de gastrite?Existem diversas causas da gastrite. O cardápio por si só, porém, não é apontado como responsável pela doença. A inflamação do estômago só acontece por causa da alimentação quando você consome alimentos ou água contaminados pela bactéria Helicobacter pylori. Vale lembrar que hábitos alimentares errôneos, como jejuns prolongados ou refeições muito rápidas, e o abuso de alimentos irritantes, como café, refrigerantes e condimentos, contribuem para o agravamento da gastrite. Solucionar tais questões, equilibrando o cardápio e ajustando os hábitos, melhora a vida de quem passa pelo problema e é capaz de evitar que ele se desenvolva.
2- Dá para ter uma boa qualidade de vida mesmo apresentando gastrite?
Sim. A idéia de que a inflamação não tem cura não se estende a todos os casos. Com exceção das gastrites atróficas (casos em que ocorre uma degeneração da mucosa do estômago), a inflamação é solucionada em 80 a 90% dos casos. Além disso, quando a gastrite for leve ou estiver em processo de cura, a qualidade de vida do paciente será a mesma de uma pessoa que não apresenta o problema. Desde, é claro, que as recomendações médicas sejam seguidas adequadamente.
3- O estresse pode ser considerado sinônimo de pré-disposição à gastrite? Por quê?
Apesar de o estresse ser um fator agravante importante, não existe uma relação direta com o desenvolvimento da gastrite. Ele faz com que o estômago produza mais ácido, diminuindo também as defesas do organismo contra a substância. O resultado são alterações no movimento do estômago, levando a pessoa a sentir uma série de sintomas, não necessariamente relacionados à gastrite.
4- Azias freqüentes podem ser sinais de que a gastrite está prestes a se instalar?
Normalmente, a azia está relacionada a outras doenças que podem co-existir com a gastrite. Um exemplo é o refluxo gastro-esofágico. Somente o médico vai poder diferenciar os problemas.
5- Quando os medicamentos contra a gastrite precisam entrar em ação?
Os remédios contra a gastrite são recomendados sempre que os sintomas estiverem incomodando. Porém, o uso deve ser acompanhado de orientação médica e nunca de forma isolada, seguindo também as recomendações alimentares.
6- Que tipo de remédio combate a gastrite?
A maioria dos remédios atua na diminuição ou no bloqueio da acidez estomacal. Existem ainda, medicamentos voltados para a melhora da movimentação do estômago e remédios direcionados para aliviar a dor. Os antibióticos entram em cena nos casos em que a gastrite é causada pela bactéria Helicobacter Pylori.
7- Homens e mulheres são vítimas na mesma medida?
Não existem evidências que apontem para a diferença de acometimento entre homens e mulheres.
8- Além da queimação, quais sinais denunciam a gastrite?
A popularmente conhecida como dor de barriga acomete os pacientes que sofrem de gastrite. Ela ataca, principalmente, a parte mais alta da barriga e pode vir em forma de queimação, ou ainda, aperto e cólica. Enjôos acompanhados, ou não, de vômitos, são mais participantes da lista de sintomas. Outro sinal de alerta é quando mesmo comendo pouco, a sensação de estufamento aparece.
9- Toda gastrite dói? Em termos de sintomas, qual a diferença delas?
Nem sempre a dor aparece. Em alguns casos, pode ser um incômodo leve. Mas, qualquer tipo de gastrite apresenta um ou mais dos sintomas listados acima.
10- A fitoterapia pode ajudar os pacientes com gastrite? E outros recursos da medicina alternativa?
Não diretamente. A ação da espinheira santa é um dos recursos alternativos que atua como um antiácido leve. Ainda como coadjuvante do tratamento da gastrite, medidas anti-estresse podem ser usadas.
Fonte: Orlando Ambrogini Jr. médico assistente da disciplina de gastroenterologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM)
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terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
DIFERENÇA ENTRE GASTRITE E ESOFAGITE
Bem tem um ano que descobri que tenho gastrite, e esofagite, sinto umas dores que parece ser no peito, isso me preocupa muito, por que quando eu deito de barriga pra baixo sinto dor no meio do peito do lado esquerdo, será que isso é gastrite e da esofagite, gostaria que me tirasse essa dúvida, desde de já agradeço............Quem tem gastrite e esofagite sente dor no peito???
Médico
Sim, que tem gastrite e esofagite pode sentir dor no peito, principalmente a esofagite, já que o esôfago fica localizado dentro da caixa torácica, muitas vezes os pacientes sentem dor no peito por causa da esofagite e ficam preocupados achando que estão sofrendo de alguma doença do coração.
Sim, que tem gastrite e esofagite pode sentir dor no peito, principalmente a esofagite, já que o esôfago fica localizado dentro da caixa torácica, muitas vezes os pacientes sentem dor no peito por causa da esofagite e ficam preocupados achando que estão sofrendo de alguma doença do coração.
domingo, 30 de março de 2014
ESPINHEIRA SANTA E A GASTRITE
Espinheira-santa: planta medicinal conhecida há muito tempo pelos Índios da América do Sul. Tem este nome devido à aparência de suas folhas e por ser considerado um “santo remédio” em linguagem popular. Cientificamente, está comprovada sua eficácia no combate a problemas gastrintestinais como a gastrite, úlcera e gases. Geralmente utilizada na forma de infusão ou cápsulas.
Nomes
Nomes em português: Espinheira-Santa, espinheira-santa, salvavidas; coro-milho-do-campo; espinho de Deus; Maiteno; Sombra-de-Touro; Congorça; Cancerosa.
Efeitos
- Tonificante estomacal;
- Antiulcerôgenico (Tem potente efeito anti-úlcera gástrica devido à ação dos taninos). Tem poder cicatrizante de lesões ulcerosas do estômago devido à diminuição da acidez estomacal pelo aumento da secreção gástrica;
- Tem ação anti-séptica, devido à expressiva quantidade de taninos , atuando rapidamente na paralisação das fermentações gastrintestinais;
- Analgésica nas gastralgias (dor de estômago): Acalma rapidamente as dores estimulando e corrigindo a função desviada;
- Levemente laxativo, devido à presença de mucilagens;
- Levemente carminativa (auxilia na eliminação de gases);
- Levemente diurético, devido à presença de triterpenos;
- Alguns estudos iniciais demonstram que a Espinheira-Santa tem o poder de inibir alguns tipos de câncer (Fox,1991; Ohsaki et al.,2004);
- Demonstrou certa eficiência no combate a Helicobacter Pylori, bactéria que causa úlcera gástrica, podendo levar a câncer gástrico.(Cogo, et.al.2008).
Indicações
Acidez do estômago, azia, gastrites causadas ou não pela bactéria Helicobacter Pylori, gastralgias (dores no estômago), úlcera gástrica, úlcera duodenal, sintomas de dispepsias (perturbações do trato gastrintestinal), enterites (inflamação do intestino), mau hálito (devido a problemas estomacais), fermentações gastrintestinais, flatulência (gases).
Efeitos secundários
Pode-se notar boca-seca e náusea que desaparecem com a descontinuidade do uso.
Contra-indicações
- Gestação e tratamento de infertilidade feminina: É contra-indicado em casos de gravidez ou tratamento da infertilidade feminina por ter um efeito abortivo descrito em pesquisas científicas (Montanari, T.; Bevilacqua, E.; Contraception 2002);
- Lactação: É contra-indicado o uso durante o período de amamentação pois a espinheira-santa leva a uma redução do leite materno (Santos C, et al. Plantas medicinais 1988);
- Pessoas sensíveis ao álcool: A tintura (por conter álcool) não deve ser administrada a pessoas que sejam etilistas (pessoas dependentes de álcool) ou sensíveis ao mesmo;
- Pacientes com câncer estrógeno-dependente;
- Hipersensibilidade a este fitoterápico.
Interações
Não há comprovação de interações medicamentosas.
Toxicidade
Testes de toxicidade aguda e crônica realizados com folhas não provocaram efeitos tóxicosmutagênicos e teratogênicos (má formação fetal) em animais ou em células vegetais.
(Carlini, E. A.; Frochten-Garten, M. L. Em Toxicologia clínica (Fase I) da espinheira-santa (Maytenus ilicifolia); Carlini, E. L. A., ed.; CEME/AFIP: Brasília, 1988.)
Preparações à base de espinheira-santa
- Este medicamento pode ser preparado através de infusão (chá), que consiste em adicionar água fervente sobre as folhas rasuradas (rasgadas em tamanhos pequenos) e abafar por alguns instantes. Normalmente utiliza-se 20g de folhas de Espinheira-Santa para 1 litro de água. Toma-se uma xícara de chá desta preparação antes das principais refeições. Esta forma de uso pode ser alterada pelo médico ou farmacêutico dependendo de cada caso.
Para esta preparação, há a necessidade de se adquirir a Espinheira-Santa seca e é preciso comprar este produto em estabelecimentos com registro na ANVISA e Ministério da Saúde.
Outra forma de uso deste medicamento é o extrato seco que é encontrado na forma de cápsula e recomenda-se ingerir 2 cápsulas de 500mg, duas vezes ao dia, antes das principais refeições ou a critério do médico ou farmacêutico que analisando o caso definirá possíveis alterações.
Há também a possibilidade de fazer uso deste fitoterápico através de tinturas. Neste caso, preconiza-se ingerir 2,5 ml (de um copo medidor que geralmente acompanha o frasco) diluídos em meio copo de água, duas vezes ao dia, antes das principais refeições ou a critério do médico ou farmacêutico que analisando o caso definirá possíveis alterações.
Para estas duas últimas formas de uso, adquira seu medicamento em Drogarias ou Farmácias de manipulação.
Onde cresce a espinheira-santa ?
A Espinheira-Santa prefere solos ricos em matéria orgânica e é originária da América do Sul.
Hoje é distribuída nos estados do sul do Brasil, nos sub-bosques das florestas de Araucária nas margens dos rios. Ocorre também nos estados de São Paulo (na Mata Atlântica) e Mato Grosso do Sul, porém em baixa freqüência. Em regiões do Paraguai, Bolívia e Leste da Argentina, também há a ocorrência desta planta.
Quando colher a espinheira-santa ?
Mas vale dizer que para fins medicinais é mis adequado de um plantio específico e apropriado para isso. Assim sendo a melhor época de plantio é a primavera e o verão e para colheita que é feita apenas uma vez ao ano deve ser realizada somente após dois anos do plantio.
Observações
- No conhecimento indígena diz-se também que esta planta combate tumores. Isto esta ainda sendo pesquisado e até a total elucidação desta possível atuação, não é recomendado seu uso para o fim de combate a tumores em geral. A Espinheira-Santa foi muito utilizada pelos povos da América do Sul como abortivo e isto foi comprovado cientificamente devido a um efeito emenagogo (podendo promover contrações uterinas) e portanto mulheres grávidas não devem fazer uso desta planta. - Mulheres que estão amamentando também devem ter o uso da Espinheira-Santa, restrito, pois a planta em questão leva a uma redução do leite materno.
- A espinheira-santa está na lista de remédios oferecidos no SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil. A lista tinha 810 itens (medicamentos, vacinas, remédios fitoterápicos,...) em Março de 2012.
Nomes
Nomes em português: Espinheira-Santa, espinheira-santa, salvavidas; coro-milho-do-campo; espinho de Deus; Maiteno; Sombra-de-Touro; Congorça; Cancerosa.
Efeitos
- Tonificante estomacal;
- Antiulcerôgenico (Tem potente efeito anti-úlcera gástrica devido à ação dos taninos). Tem poder cicatrizante de lesões ulcerosas do estômago devido à diminuição da acidez estomacal pelo aumento da secreção gástrica;
- Tem ação anti-séptica, devido à expressiva quantidade de taninos , atuando rapidamente na paralisação das fermentações gastrintestinais;
- Analgésica nas gastralgias (dor de estômago): Acalma rapidamente as dores estimulando e corrigindo a função desviada;
- Levemente laxativo, devido à presença de mucilagens;
- Levemente carminativa (auxilia na eliminação de gases);
- Levemente diurético, devido à presença de triterpenos;
- Alguns estudos iniciais demonstram que a Espinheira-Santa tem o poder de inibir alguns tipos de câncer (Fox,1991; Ohsaki et al.,2004);
- Demonstrou certa eficiência no combate a Helicobacter Pylori, bactéria que causa úlcera gástrica, podendo levar a câncer gástrico.(Cogo, et.al.2008).
Indicações
Acidez do estômago, azia, gastrites causadas ou não pela bactéria Helicobacter Pylori, gastralgias (dores no estômago), úlcera gástrica, úlcera duodenal, sintomas de dispepsias (perturbações do trato gastrintestinal), enterites (inflamação do intestino), mau hálito (devido a problemas estomacais), fermentações gastrintestinais, flatulência (gases).
Efeitos secundários
Pode-se notar boca-seca e náusea que desaparecem com a descontinuidade do uso.
Contra-indicações
- Gestação e tratamento de infertilidade feminina: É contra-indicado em casos de gravidez ou tratamento da infertilidade feminina por ter um efeito abortivo descrito em pesquisas científicas (Montanari, T.; Bevilacqua, E.; Contraception 2002);
- Lactação: É contra-indicado o uso durante o período de amamentação pois a espinheira-santa leva a uma redução do leite materno (Santos C, et al. Plantas medicinais 1988);
- Pessoas sensíveis ao álcool: A tintura (por conter álcool) não deve ser administrada a pessoas que sejam etilistas (pessoas dependentes de álcool) ou sensíveis ao mesmo;
- Pacientes com câncer estrógeno-dependente;
- Hipersensibilidade a este fitoterápico.
Interações
Não há comprovação de interações medicamentosas.
Toxicidade
Testes de toxicidade aguda e crônica realizados com folhas não provocaram efeitos tóxicosmutagênicos e teratogênicos (má formação fetal) em animais ou em células vegetais.
(Carlini, E. A.; Frochten-Garten, M. L. Em Toxicologia clínica (Fase I) da espinheira-santa (Maytenus ilicifolia); Carlini, E. L. A., ed.; CEME/AFIP: Brasília, 1988.)
Preparações à base de espinheira-santa
- Este medicamento pode ser preparado através de infusão (chá), que consiste em adicionar água fervente sobre as folhas rasuradas (rasgadas em tamanhos pequenos) e abafar por alguns instantes. Normalmente utiliza-se 20g de folhas de Espinheira-Santa para 1 litro de água. Toma-se uma xícara de chá desta preparação antes das principais refeições. Esta forma de uso pode ser alterada pelo médico ou farmacêutico dependendo de cada caso.
Para esta preparação, há a necessidade de se adquirir a Espinheira-Santa seca e é preciso comprar este produto em estabelecimentos com registro na ANVISA e Ministério da Saúde.
Outra forma de uso deste medicamento é o extrato seco que é encontrado na forma de cápsula e recomenda-se ingerir 2 cápsulas de 500mg, duas vezes ao dia, antes das principais refeições ou a critério do médico ou farmacêutico que analisando o caso definirá possíveis alterações.
Há também a possibilidade de fazer uso deste fitoterápico através de tinturas. Neste caso, preconiza-se ingerir 2,5 ml (de um copo medidor que geralmente acompanha o frasco) diluídos em meio copo de água, duas vezes ao dia, antes das principais refeições ou a critério do médico ou farmacêutico que analisando o caso definirá possíveis alterações.
Para estas duas últimas formas de uso, adquira seu medicamento em Drogarias ou Farmácias de manipulação.
Onde cresce a espinheira-santa ?
A Espinheira-Santa prefere solos ricos em matéria orgânica e é originária da América do Sul.
Hoje é distribuída nos estados do sul do Brasil, nos sub-bosques das florestas de Araucária nas margens dos rios. Ocorre também nos estados de São Paulo (na Mata Atlântica) e Mato Grosso do Sul, porém em baixa freqüência. Em regiões do Paraguai, Bolívia e Leste da Argentina, também há a ocorrência desta planta.
Quando colher a espinheira-santa ?
Mas vale dizer que para fins medicinais é mis adequado de um plantio específico e apropriado para isso. Assim sendo a melhor época de plantio é a primavera e o verão e para colheita que é feita apenas uma vez ao ano deve ser realizada somente após dois anos do plantio.
Observações
- No conhecimento indígena diz-se também que esta planta combate tumores. Isto esta ainda sendo pesquisado e até a total elucidação desta possível atuação, não é recomendado seu uso para o fim de combate a tumores em geral. A Espinheira-Santa foi muito utilizada pelos povos da América do Sul como abortivo e isto foi comprovado cientificamente devido a um efeito emenagogo (podendo promover contrações uterinas) e portanto mulheres grávidas não devem fazer uso desta planta. - Mulheres que estão amamentando também devem ter o uso da Espinheira-Santa, restrito, pois a planta em questão leva a uma redução do leite materno.
- A espinheira-santa está na lista de remédios oferecidos no SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil. A lista tinha 810 itens (medicamentos, vacinas, remédios fitoterápicos,...) em Março de 2012.
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